Barbara Guimarães: “O Porto está na moda e com uma qualidade extraordinária”

Barbara Guimarães

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A apresentadora Bárbara Guimarães está de volta aos ecrãs, com «E agora o que é que eu faço?». O programa estreou na passada semana, na SIC Mulher, e vai remodelar a casa dos portugueses. Um desafio “de coração”, que marca o regresso de uma das caras mais marcantes da estação de televisão de Carnaxide, que está a assinalar 25 anos, por 18 capitais de distrito e tem a apresentadora como uma das embaixadoras das comemorações. Nesta entrevista fala dos seus medos, da importância de arriscar, revela-se confiante, assumindo: “o melhor ainda está para vir”. A apresentadora de S. João da Madeira garante que o Porto está na moda, tem uma qualidade extraordinária e com várias zonas para explorar.

Agência de Informação Norte – Está de regresso ao ecrãn. “E agora o que é que eu faço?”, que programa é este?

Bárbara Guimarães – “E agora o que é que eu faço?” é uma pergunta que nós fazemos todos os dias com milhares de coisas, milhares de assuntos, com tudo aquilo que, desde que acordamos, é uma pergunta que é habitual.

O último seu último trabalho em televisão foi o “Peso Pesado Teen”. Este foi um regresso muito aguardado?
Eu já estava com muita vontade de abraçar um novo projeto e este veio assim de roupante parar-me às mãos. E, disseram: é de coração. E eu até digo não é de coração só, é mesmo do coração…[risos]

Não existe nenhuma surpresa para os concorrentes?
Existe no fim. À decoração final eles não assistem. Uma das diferenças deste programa é que os candidatos fazem parte do próprio processo. Ou seja: eles trabalham também, pintam, lixam ajudam a reciclar os móveis, porque uma das apostas do programa passa por reciclar. Um dos desafios do programa é permitir às pessoas terem a noção de que é possível mudar com pouco dinheiro.

Com este programa deixa um pouco a sua zona de conforto na apresentação…
Eu gosto muito da diversidade que me tem sido atribuída. Eu própria também criei essa diversidade na SIC notícias, fazendo programas da minha autoria ou, então, deixando-me levar sempre por estes projetos que a SIC me vai propondo, e que eu nunca recuso, porque acho também que gosto de me reinventar, de mudar, de ter que me adaptar ao programa e,de me sentir sempre bem em todos eles. Neste adotei os ténis porque sou uma mulher de obras e é mais confortável para estar no programa. É um programa muito leve, não existe guião, as coisas vão acontecendo, consoante o desenrolar da história daquele espaço, daqueles candidatos e do que os próprios arquitetos vão ensinando.

É uma prova de que é bom arriscar?
É bom arriscar ,é bom mudar, como tudo na vida. É preciso ter energia, vontade, é preciso ter garra, para aceitar as mudanças. Abraço as coisas da melhor forma que posso e que sei.

O jornalismo, que lugar ocupa na sua vida neste momento?
Está dentro do meu coração, fez parte da minha vida muito intensamente, durante três anos. Entendo que continuei, mesmo sendo apresentadora, a ter a formação que tenho de jornalista muito presente, porque nos programas que fiz de entrevistas, de reportagens permitem-me continuar a fazer esse trabalho de jornalista.

Mas é a mesma Bárbara em todos os programas?
Sempre, sempre, eu própria. A Bárbara.

O que é que ainda gostava de fazer em televisão, Bárbara?
Nós temos um lema nesta viagem que estamos a fazer nas comemorações do aniversário da Sic que é: “O melhor ainda está para vir”. Esta é também a minha máxima.

A SIC está a assinalar 25 anos. As comemorações arrancaram no Porto e é uma das embaixadoras desta aventura que vai percorrer 18 capitais de distrito…
A SIC nem teve dúvidas em convidar-me para embaixadora, logo no arranque desta aventura que, durante vários meses, vai estar nas 18 capitais de destrito do nosso país. Eu sou uma mulher do Norte[risos], mais concretamente de S. João da Madeira, cidade onde estou muito ligada por razões familiares. Tenho lá a a minha avó, o meu Pai, os meus primos, os meus tios.

Mas tem grandes memórias desta cidade?
Claro que sim. Eu passei sempre férias, em criança e na adolescência ,nas praias do norte. Umas na Apúlia e outras no Furadouro, em Ovar. Praias de areia grossa e mar bravio, mas, quando estava bandeira verde, era extraordinário.

Quer com isso dizer que tem uma grande relação com o Norte…
Tenho, principalmente com o Porto, onde tenho muitas amigas minhas, amigos dos meus pais, o meu padrinho, o pai do jornalista Rodrigo Guedes de Carvalho. Adoro o Porto e a forma como sempre me recebem. Eu sou daquelas pessoas que não tem problema nenhum com o contacto com as pessoas. Gosto de as sentir no meu dia a dia, que falem comigo, gosto de perguntar coisas e gosto de saber o que elas pensam disto e daquilo,[risos}.

Mas, hoje temos um Porto muito diferente…
O Porto está na moda, e com uma qualidade extraordinária, com várias zonas para explorar. Tem um passeio que eu adoro fazer a pé. Começo no Castelo do Queijo e só acabo na Ribeira. Depois, o Porto tem muitos locais encantadores, muito especiais, uns novos, outros recuperados, a rua das Flores está lindíssima, já para não falar de Serralves. uma passagem obrigatória sempre que venho ao Norte. Resumindo: Adoro o Norte, as pessoas, o carinho com que sou tratada, a generosidade que têm para comigo.

Sem querer entrar na sua vida privada, todos sabemos que não tem tido dias muito fáceis. Dizia há dias, numa entrevista, que nasceu no dia de Santa Bárbara, numa noite de tempestade e que o seu nome não podia ter sido outro. Posso concluir que é uma mulher sem medos?
Todos nós temos os nossos medos. Temos medo de perder pessoas que gostamos, medo que aconteça alguma coisa, … eu até me lembro de ter medo da primeira vez que entrei em direto[risos]. O tempo cura tudo.

Qual é o balanço que faz de todos estes anos de televisão?
Parece que comecei ontem e que não passaram, assim, tantos anos. De uma coisa tenho a certeza: encontro-me com a mesma energia de sempre, a mesma vontade de continuar e sempre a olhar para a frente.

Mas pensa no passado?
Com ternura. Acho que sou uma mulher do passado, presente, e do futuro.

Fotos: Joaquim Norte Sousa

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